Foto Sgt Januário, FAB, Divulgação
A queda do drone RQ-900, da Base Aérea de Santa Maria, teria ocorrido devido a uma falha no motor, segundo informações obtidas pela Revista Força Aérea, especializada na área militar. De acordo com o site da revista, após participar de um voo do Exercício Concíliacion 11, o veículo aéreo não tripulado (vant) se aproximava para pousar no aeroporto de Campo Grande (MS), quando o motor falhou e o piloto teve de fazer uma operação de segurança, guiando a aeronave até um local desabitado, chamado ponto de abandono, onde ocorreu a queda. Com isso, não houve feridos no solo. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) está investigando as causas.
Segundo drone da Base Aérea de Santa Maria cai em menos de dois anos
O Diário questionou a Base Aérea e o Comando da Aeronáutica, mas não foram divulgados detalhes do acidente. Apenas foi confirmada a queda e que o Cenipa vai investigar o caso.
Ainda de acordo com a Revista Força Aérea, após a queda do primeiro RQ900 durante as buscas por pessoas isoladas na enchente de maio de 2024 na Quarta Colônia, a Aeronáutica comprou outro drone igual da empresa israelense Elbit, por R$ 50 milhões. O vant deveria chegar este mês ao Esquadrão Hórus, em Santa Maria, mas devido à guerra no Oriente Médio, o envio teve atraso.
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O RQ900 atinge 220 km/h e pode voar até 36 horas em atividades de vigilância, inteligência e monitorando, pois usa câmeras de alta definição e infravermelhas, com visão noturna. Ele é controlado por um piloto que fica no solo, dentro de uma cabine de comando que se comunica com o drone por meio de uma antena de rádio que fica girando e acompanhando o avião para enviar os sinais e comandos. Se o contato é perdido, o RQ900 tem um sistema de retorno automático ao local de pouso.